26.10.15

SER

Seja tarde, porém nunca seja ausente
Seja apenas o limite, nunca o muro
Seja, ainda, a luz, porque mora o escuro
Na solidão, enlouquecida, do demente

Seja manso, porém nunca seja um tolo
Seja, apenas, o que é teu, pode a visão
Desejar o que pertence ao teu irmão
E pensar, que na ilusão mora o consolo

Seja o tronco, que alimenta o filho galho
Seja a estrada, porém nunca seja o atalho
Seja o sol, pois é preciso que haja luz

Seja a sombra, nada mais te falta agora
Seja o tempo, saiba então fazer a hora
De acreditar em Deus, de entender a cruz

Amaro Vaz, 2007

10.2.15




Sobre o impulso
o pulso
o pulo
o passo


as mancadas
o agir sem medida
no descontrole
da razão

o viver
o permitir-se
no controle
dos sentidos