27.7.06


"é noite ai de mim que tenho de ser luz
e sede do que é noturno e solidão
é noite como uma nascente
rompe de mim agora o meu desejo
e pede-me que fale
é noite fala mais alto agora todas as fontes borbulhantes
e também a minha alma é uma fonte borbulhante
é noite somente agora despertam todos os cantos luz
e também a minha alma é um canto de alguém que ama
a minha alma é um canto de alguém que ama
há qualquer coisa em mim insaciada, insaciável em mim
e quer erguer a voz...um anseio de amor..."
(zarathustra)

24.7.06


Um Molière Imaginário. Grupo Galpão.
Pois não sabes que o sonho pode restaurar a vida...

4.7.06

Os nenúfares em Giverny, 1917
...Conselho, oh sonho meu, o que fazer?
Resumir num só olhar a pura ausência dispersa nesta solidão e, como se colhe, em memória de uma paisagem, um destes mágicos nenúfares fechados que aqui surgem subitamente, encerrando na sua brancura vazia um nada, feito de sonhos intactos, da felicidade que não terá lugar e do meu sopro aqui retido no medo de uma aparição, partir, não obstante, silenciosamente, remando contra a maré, pouco a pouco, sem que o choque interrompa a ilusão nem o sussurro das bolhas de espuma visíveis em espiral, criada durante a minha fuga, lance aos pés de alguém que surge repentinamente a aparência transparente do rapto da minha flor ideal...
(Stéphane Mallarmé, O Nenúfar Branco)